Hoje,
talvez, eu enxergue mais a vida.
Me
recuso a crescer,
Mas
aos poucos percebo
Que,
mesmo sem querer,
Já
não sou mais aquela criança.
Percebo
que a vida se apresenta
Rápida,
sem máscaras e desenfreada.
E
eu tão cheia de ganância,
Me
vejo sozinha e enganada,
Pois
há dias em que perco as esperanças
Ao
ver quão sem sentido
É
a vida em que estamos perdidos.
Hoje,
talvez, eu enxergue mais a vida.
Me
pesa agora a responsabilidade.
E
aos poucos percebo,
Com
grande espanto e naturalidade,
Que
já não sou mais inocente.
Percebo
que a humanidade se ostenta
Corrosiva,
impiedosa e incoerente.
E
eu tão cheia de sonhos e ilusões
Preciso
libertar a minha mente,
Pois
sua influência é tão grande
Que
quase não conseguimos ver
Quão
ridícula é a vida e os conceitos
Aos
quais estamos sujeitos.
Hoje,
talvez, eu enxergue mais a vida.
Me
entristece perceber
Que,
pouco a pouco, vejo
O
mundo se desvanecer.
E
eu preciso fazer alguma coisa,
Pois
já não há mais espaço
Pra
essa vida que se apresenta
Falha,
moldada e ignorante.
O
futuro é importante
E
precisa ser mudado.
Já
não há mais como viver


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